Trump, demagogo reaccionário apoiado por fascistas

Novembro 10, 2016

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«Democracia», «Eleições», «Liberdade» e «Ocidente» tornaram-se ideias questionáveis. Principalmente esta última desapareceu. A eleição de Trump é o fim do «Ocidente». Se ainda necessário fosse demonstrar que a democracia liberal se encontra numa profunda crise existencial, a vitória de Trump aí estaria para a confirmar. Bukharin, revolucionário russo, terá dito que a burguesia [classe média…] opta pela democracia, quando não tem medo, mas quando o tem, escolhe o fascismo. A democracia liberal está a perder o seu combate com o capitalismo, agora chamado de economia de mercado.

Assistimos a uma revolução de direita. Quem a apoia, procura respostas que não encontra na arrogância dos liberais bem instalados na vida e não confia na capacidade da esquerda, depois de Clinton nos EUA e a terceira via na Europa. É esta a tragédia da História. Estamos no limiar de uma época autoritária em que Trump, Putin, Erdogan, Netanjahu e , em breve (?) Le Pen se entenderão lindamente. Mas estes também não estão ao lado dos excluídos, estão só ao lado dos que lhes proporcionam o poder. E a esquerda? Rende-se ao Zeitgeist?

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A superpotência

Junho 11, 2014

merkel1ª página do jornal FREITAG de 28 de Maio: A Superpotência-O êxito dos adversários da UE é resultado da política alemã. Para que não se pense que na Alemanha todos estão de acordo com a agenda neoliberal das elites económico-financeiras alemãs.


Neoliberalismo:corrente heterogénea da teoria económica e social

Março 21, 2014

free-market-capitalismNa Culturgest, João Rodrigues tem vindo a fazer uma série de conferências sob o título «O neoliberalismo não é um slogan – histórias de uma ideia poderosa». Para quem não teve a oportunidade de assistir, pode aqui ver e ouvir as palestras proferidas. A não perder, tanto mais que urge procurar perceber as razões que levaram à hegemonia de uma ideologia em que, segundo Hayek, «a «utopia concreta» de um mundo melhor ou outro mundo nem é desejável, nem é possível por causa dos condicionalismos antropológicos».


A Lenda da «saída limpa» à irlandesa

Fevereiro 24, 2014
Zacarias salva o país das maravilhas. Ajuda e encontra mais de 260 erros

Zacarias salva o país das maravilhas. Ajuda e encontra mais de 260 erros

Desde dezembro que corre pelos meios de comunicação social o «êxito» da saída irlandesa do «programa de ajustamento» e o seu «regresso aos mercados». Necessitados, como de pão para a boca, de apresentar um sucesso da política de austeridade, aí temos a «saída limpa» à irlandesa. E os comentadores de serviço não se cansam de a apontar como exemplo ao nosso alcance. Portugal também poderá almejar a uma «saída limpa». Será que os economistas das contas de merceeiro têm razão e terão de ser reescritos todos os manuais de economia?

Qualquer olhar atrás da fachada é suficiente para perceber que, afinal, a Irlanda não é nenhum sucesso e menos ainda a prova de que é possível sair de uma grave crise económica com políticas neoliberais de austeridade. A Irlanda sai do «programa de ajustamento» não por causa da «poupança», mas apesar dela.

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Crise da Representação, Crise da Democracia? (I)

Outubro 18, 2013

Darius-Vase

No seu «Diálogo dos Persas», Heródoto coloca três nobres a discutir sobre a melhor forma de Governo. Otanes, Megabizo e Dario argumentam entre si se será melhor o governo de muitos, de poucos ou de um só – «democracia», «oligarquia» ou «monarquia». Todos os argumentos expressos pelos participantes anulam-se reciprocamente. Se de um ponto de vista histórico Dario, ao defender a monarquia, sai vencedor da contenda, do ponto de vista argumentativo não há vencedores nem vencidos: no plano teórico os três regimes são perfeitos, mas Heródoto não deixa de colocar à discussão o fator degenerativo imanente a cada um dos modelos.

Desde Atenas que a história da «democracia» é feita não só de avanços e recuos, mas também de equívocos. Quanto aos primeiros, por exemplo, não foi sem resistências, nomeadamente por parte do liberalismo, que se impôs o sufrágio universal; quanto aos segundos refira-se a apropriação da «democracia» e a sua utilização polémica na oposição ao «socialismo» ou «comunismo» no mundo ocidental do pós-guerra.

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Os Plutocratas, por Chrystia Freeland

Setembro 22, 2013

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Chrystia Freeland, uma das mais famosas jornalista de economia no Canadá e EUA,  acaba de receber o prémio de melhor livro do ano do Financial Times.  Ricos e riqueza são temas tabu para os neolib e neocons. Rapidamente sacam do argumento da inveja, ou da ditadura da esquerda. Uma convicta defensora do capitalismo vem recordar que se o capitalismo deixa de trazer melhorias económicas à grande maioria, então ou ela desiste do capitalismo ou os capitalistas desistem da democracia.

http://www.ted.com/talks/chrystia_freeland_the_rise_of_the_new_global_super_rich.html


Documentário «A lenda dos alemães»

Setembro 4, 2013

Excelente documentário de Ralph T. Niemeyer sobre as razões da dívida pública e os cortes nos salários e nas prestações sociais impostos aos países do Sul e a situação social na Alemanha, principalmente na pobreza dos reformados. A comunicação social portuguesa também anda muito necessitada de jornalistas destes. Infelizmente só para quem fala alemão.