Os alunos, os professores, a educação e o país dizem não a Crato, o retrógado!

greve-dos-professoresRazões para a greve de quem anda todos os dias nas salas de aula:

«Vou fazer greve, apesar de ter dois filhos com exames este ano. Não faço greve com peso na consciência, mas sim porque a consciência mo pede. Não só não me sinto a prejudicar os alunos como me sinto a lutar por eles, qual super herói. Isto ultrapassa a mobilidade especial e as 40 h de trabalho. Alguém tem de travar este monstro aqui e agora. Alguém tem de salvar as escolas, alguém tem de salvar a Educação, porque a educação está na base do tecido deste País. Todas as greves que fiz até hoje fi-las por mim e pela minha carreira. Esta farei pelos meus alunos, pelos meus filhos e pelo meu País.»

«Educação para Tótós I

O despacho de organização do ano letivo é o documento que orienta o que cada escola pode fazer em cada ano. O despacho deste ano, à semelhança do despacho do ano passado, recompensa com horas letivas extra as escolas que menos insucesso tiverem. A medida é simpática, uma vez que permite às escolas que se saírem bem contratar mais professores no ano letivo seguinte e fazer projetos giros.
Podem também dar mais apoio aos alunos. Um incentivo a que se lute pelo sucesso.
Na prática sabemos que as escolas onde há mais insucesso localizam-se em zonas socialmente carenciadas, que têm alunos com dificuldades económicas e sociais, ou seja, se não há carinho, segurança, roupa e comida também não há boas notas. Por melhor que os professores nestas escolas trabalhem estes alunos precisam de mais apoio, mais técnicos, mais projetos giros (que permitem adquirir competências e tirar da cabeça o que têm em casa), mais atenção por parte do professor. É certo que as escolas das zonas de pobreza extrema têm regras diferentes, mas as escolas com alunos maioritariamente de classe média baixa não têm.Este despacho faz com que as escolas dos meninos ricos tenham mais sucesso e por isso mais professores, mais projetos e mais apoios que os levam a ter mais sucesso. Os meninos pobres, com menos sucesso, têm menos professores, menos apoios e menos projetos.Isto só não é uma tentativa de estratificar a sociedade porque não tem nada de tentativa. É algo feito aberta e declaradamente à vida de todos. Este é o Portugal do Futuro by Nuno Crato.»

Isabel Godinho, professora 2º ciclo, CN/MAT
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