A Europa Alemã, por Ulrich Beck

Num interessante ensaio agora publicado, o sociólogo alemão Ulrich Beck analisa a política «merkiliavélica» da Alemanha, as suas consequências para a Europa e as possíveis alternativas. Na linha do que já Thomas Mann afirmara em 1953,  perante estudantes em Hamburgo, só é possível evitar a catástrofe se os alemães rejeitarem uma «Europa alemã» e  preferirem uma «Alemanha europeia». «Os alemães aprenderam entretanto a sua lição. Tornaram-se democratas-modelo, dissidentes da energia atómica-modelo, economizadores-modelo, pacifistas-modelo. Fizeram um longo e por vezes difícil caminho. Os fantasmas do passado nem sempre foram passado, mas às vezes notoriamente presentes. O «fascismo normal, quotidiano» não está até hoje completamente ultrapassado, como noutros países. Mas sem dúvida é verdade: a Alemanha modificou-se. Ponderada a sua história, é a melhor Alemanha que já tivemos. (…) Os alemães não querem continuar a ser considerados racistas e belicistas. Consideram-se antes os mestres e educadores da Europa. (…) [Com a política merkiavélica], a táctica da hesitação, da domesticação e da disciplinação destrói-se a confiança mútua dos cidadãos. A visão de um continente unido transforma-se na imagem do inimigo Europa.» (trad.pg68) A não perder.

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