A Alemanha de Merkel: estudantes oriundos da classe trabalhadora são espécie em vias de extinção

Gerhard Schroeder, ex-Chanceler, filho de uma empregada de limpeza;  Martin Winterkorn, Chefe da Porsche, filho de um operário;  Herbert Hainer, Chefe da Adidas, filho de um talhante são exemplos cada vez mais raros na Alemanha de Merkel: puderam aproveitar as reformas na educação (quando a palavra reforma ainda correspondia ao seu significado) da coligação conduzida por Willy Brandt nos anos sessenta/setenta com a abertura dos liceus a largas camadas da população e a fundação de inúmeras universidades. Hoje a mobilidade social é praticamente nula: no relatório de 2011 da “Eurostudent” só cerca de 2% (dois por cento!!) dos estudantes universitários têm origem na classe trabalhadora – um dos valores mais baixos na Europa. Justamente as reformas Hrtz IV de Schroeder abriram as portas ao clima de segregação que se vive hoje na sociedade alemã. São cada vez menos os que conseguem sair do seu meio de origem e subir na escala social através da educação. Mais uma das consequências das políticas neoliberais de que pouco se fala.

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