XI e XII Simpósio de Arte do Feital em Setembro 2011

Maria Lino, s/título

“O Simpósio Internacional de Arte do Feital (SIAF) é uma residência artística que se realiza desde 1995, onde artistas plásticos portugueses e estrangeiros, a convite da escultora Maria Lino, trabalham sob a temática do Desenho, numa relação estreita com a aldeia e a natureza, constituindo-se como um espaço de criação e reflexão, aproximação e partilha de experiências entre artistas de diferentes culturas e nacionalidades.
Para esta edição do Simpósio, com o subtítulo “Olha para a forma”, foram convidados os artistas Alberto Carneiro, Carl Vetter, Doris Cordes-Vollert, Gagel, Inken N. Woldsen, Mariana Fernandes, Mónica Nunes, Sibylle Badstuebner-Groeger, Telma Santos e Tiago Oliveira.

Criação artística

Primeira, segunda e terceira semanas

Desde sempre foi e é o desenho o meio de expressão mais próximo e mais pessoal para as impressões visuais, para ideias conceptuais ou para sensações momentâneas. Na maioria das vezes são os primeiros esboços, notas, rascunhos, planos, em que se fixam composições ou detalhes e que segundo a composição tradicional se reservam para uma composição posterior na pintura ou na escultura. Porem, na arte contemporânea, os desenhos, mesmo quando servem de suporte conceptual a outros meios de informação, são vistos cada vez mais como trabalhos independentes.
A paisagem e a natureza à volta da aldeia do Feital, formadas e desenhadas durante milénios pela chuva e pelo sol, constituem a fonte de inspiração para os trabalhos dos artistas que participam nestes simpósios, que aqui encontram variadíssimos estímulos, descobrindo os sinais da paisagem, captando-os e deixando-os transparecer na sua arte.

Exposição

Terceira semana (10 a 17 de Setembro)

A partir da terceira semana, o simpósio abre as suas portas ao público em geral, que poderá visitar o Atelier “Temos Tempo”, onde já se encontram expostas algumas obras entretanto concluídas, bem como conversar com os artistas do simpósio. Para um público ainda mais alargado, é disponibilizado um diário on-line, actualizado pelos próprios artistas participantes e acessível pelo sítio de notícias da Luzlinar na internet (www.luzlinar.org), onde será possível seguir o dia-a-dia do simpósio, observando a natureza e evolução dos diferentes trabalhos.

Conferências

17 de Setembro

PERCURSO PELO LIVRO “A CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA”
Por Marta Traquino
“No final da década de cinquenta do século XX abriram-se caminhos para formas de expressão artística que, recusando os modos convencionais de produção de arte, privilegiaram um “olhar em volta” trabalhando em relação directa com o contexto social. (…) Propunha-se, assim, redefinir a relação da arte com a sociedade e o papel do artista que deveria ser entendido enquanto agente cultural, enquanto força social activa.
É nesta época, no seio da procura de estratégias de fusão entre a arte e a vida, que nascem válidas metodologias para criar uma arte que revela, questiona e redefine a nossa relação com os lugares. Algumas das práticas artísticas que então surgiram neste âmbito, quatro décadas depois, são substracto dos meios de expressão e métodos de trabalho eleitos por recentes gerações de artistas. (…)”

O CAMPO EXPANDIDO DA ESCULTURA: CONTRIBUIÇÕES PARA A PRÁTICA DO DESENHO NO ENSINO ARTÍSTICO UNIVERSITÁRIO
Por Helena Elias

Formação artística

Quarta semana

Este segmento, inteiramente dedicado à emergência artística, pretende desenvolver uma actividade de índole reflexivo-prática com base nos trabalhos que estiveram a ser desenvolvidos anteriormente. Têm a orientação de João Castro Silva, artista e professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e vai receber dez artistas emergentes.
Pretende-se reunir, numa primeira fase, um mesmo grupo de artistas consagrados e emergentes numa partilha de experiências. Para lá da visualização ”in situ” dos trabalhos decorrentes do Simpósio haverá lugar à apresentação individual de todo o processo criativo que originou as obras agora expostas.
Numa segunda fase as obras realizadas durante o Simpósio servirão como referências de estudo para o desenvolvimento de novos trabalhos de índole escultórica. Os artistas emergentes participantes desenvolverão individualmente os seus trabalhos dentro dos limites temporais e exigências matéricas previamente definidas. Para lá da criação de um ambiente introspectivo de estímulo à criação artística, esta actividade fomenta a oportunidade de um contacto efectivo entre obras e artistas de várias gerações e territórios. Pretende-se uma comunhão de saberes e experiências no sentido da procura de novas linguagens e novas formas de pensar/fazer dentro do panorama artístico português e internacional.”

Fonte: Luzlinar

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