Perestroika no PS?

Quando a Comissão Nacional do PS se reunir nos próximos dias debruçar-se-á sobre um partido comparável ao PCUS do final dos anos 80: ideologicamente anquilosado, inflexível, detestado pelo povo, esgotado de pessoas e fora da realidade. A História ensina-nos que partidos políticos que se acomodam em mundos ideológicos paralelos sem ligação à realidade mais tarde ou mais cedo desaparecem. O PS pagou um preço alto pelo neoliberalismo, arrogância e autismo da sua direcção. Andará mal se transformar Sócrates no «Bad Bank» do PS, deixando intacta toda a estrutura dirigente que o acompanhou. Em bom rigor, Sócrates não deveria ter sido o único a demitir-se ontem. Se os Vieiras da Silva, os Santos Silva, os Silva Pereira, as Edites Estrelas, os Lello, os Lacões, os Assis, os Renatos Sampaios, etc., continuarem a ser determinantes no PS, o PS não terá futuro. Afinal não demorou assim tanto para que o «menino de ouro» se transformasse no «menino de chumbo». E as vitórias em Congressos com maiorias «kimilsunguianas» não valem o papel em que são anotadas.

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