As mudanças no Bundesbank e a crise em Portugal

Jens Weidmann

Com a saída de Axel Weber e a chegada de Jens Weidmann ao Bundesbank, a ideologia neoliberal reforça o seu poder na definição da política financeira europeia. O Conselheiro neoliberal de Angela Merkel tem 42 anos e é a médio-longo prazo um sério candidato ao BCE, lugar a que o seu ex-professor Axel Weber não se candidatou por as suas hipóteses de êxito serem reduzidas. Os seus ataques aos Bancos Centrais do sul da Europa e a sua contestação aberta a Trichet tornaram-no um candidato difícil de impor pelo Governo alemão. Afastada a hipótese de presidir ao BCE, Weber deve ter considerado a presidência do Bundesbank comparativamente obsoleta. Nos meios financeiros especula-se que será o sucessor de Ackermann na direcção do Deutsche Bank: novas tarefas esperam por si.

Com Axel Weber e Joerg Asmussen, ex-Chefe de Gabinete de Hans Eichel, Ministro das Finanças de Schroeder, Jens Weidmann constitui o triunvirato mais influente da política monetarista neoliberal alemã. Anos negros para os trabalhadores europeus.

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