Marlene Dietrich, a face da outra Alemanha

Arno Fischer, Marlene Dietrich, Moscovo, 1964

A 27 de Dezembro de 1901 nasce Maria Magdalene Dietrich em Berlim. A principal virtude da sua vida foi, talvez, o seu anti-nazismo, que se manteve depois da guerra. A resposta da sua filha Maria Riva a perguntas sobre a posição da Dietrich sobre os nazis era invariavelmente «Fault her if you dare». O seu anti-nazismo não se expressou só nos espectáculos que fez em 1944/45 para as tropas americanas nas frentes de combate na Europa, o que lhe valeu ser apupada em manifestações a mandá-la «para casa» (Marlene Go Home) pelos seus conterrâneos berlinenses na tournée que fez na Alemanha em 1960. No seu livro de endereços encontram-se os contactos de uma série de emigrantes alemães, na sua maioria judeus, de quem Marlene era amiga e apoiava financeiramente. Até à sua morte coleccionou, principalmente depois de 1989, recortes de notícias de jornais e revistas sobre o recrudescimento de acções neonazis na Alemanha e sublinhava-as com uma grossa caneta vermelha. As suas viagens nos anos sessenta a Moscovo, Varsóvia e Jerusalém em plena Guerra Fria, numa época em que actuar nestes países não era «politicamente correcto», são bem o espelho das suas convicções antifascistas. Foi, aliás, a primeira artista a poder cantar em alemão em Israel. Marlene Dietrich é a outra face da Alemanha de Leni Reifensthal.

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