Cinemateca presta homenagem a Pina Bausch

A Cinemateca Portuguesa vai prestar homenagem a Pina Bausch em junho, quando se cumpre um ano da morte, com a exibição de filmes sobre o processo criativo da bailarina e coreógrafa alemã.

“Pina Bausch: O Peso e a Graça” é o título do ciclo que começa a 04 de junho e prolonga-se até 30 do mesmo mês com a exibição de cinco filmes, entre eles o do realizador português Fernando Lopes, intitulado “Lissabon Wuppertal” (1998), com a coreógrafa alemã e os bailarinos da sua companhia, a Tanztheater Wuppertal.

A Cinemateca Portuguesa Museu do Cinema decidiu realizar esta “pequena homenagem” para recordar uma “bailarina e coreógrafa excecional” que, na segunda metade do século XX, “se impôs como um dos principais nomes da dança contemporânea”, sublinha. (programção)

O trabalho de Pina Bausch com esta companhia, que fundou em 1973 para desenvolver pesquisas que cruzaram dança e teatro no contexto da tradição expressionista alemã – e que vieram a revolucionar o mundo da dança nas décadas seguintes – foi várias vezes retratado através do cinema.

No ciclo, que decorrerá na sede da instituição, em Lisboa, serão exibidos filmes que registam este processo criativo, como “Un Jour Pina M´a Demandé” (1983), de Chantal Akerman, e também o de Fernando Lopes, sobre a produção de “Masurca Fogo”, peça dedicada a Lisboa.

Também será exibido o filme criado por Pina Baush “O Lamento da Imperatriz” (1990), com Mariko Aoyama, Anne Marie Benati, Bénédicte Billet e Rolando Brenes Calvo.

Integram ainda o ciclo as longas-metragens de ficção “O Navio” (1983), de Federico Fellini, com Pina Bausch no papel da princesa cega Lherimia, em viagem num paquete transatlântico, e ainda “Fala com Ela” (2002), de Pedro Almodóvar.

“Se Bausch afirmou várias vezes que o que lhe interessava verdadeiramente era o que movia os bailarinos, e não tanto como se moviam, este é um pequeno ciclo que esperamos possa contribuir para uma explicitação das motivações da própria coreógrafa”, sublinha uma nota da Cinemateca sobre a iniciativa.

Pina Bausch faleceu a 30 de junho de 2009, aos 68 anos, cinco dias após lhe ter sido descoberto um cancro, provocando uma onda de consternação no mundo da dança.

Nascida em Solingen, na Alemanha, a 27 de julho de 1940, viria a tornar-se uma das figuras mais importantes da dança moderna através do trabalho desenvolvido na companhia Tanztheater Wuppertal.

A sua carreira na dança passou pelos Estados Unidos, onde frequentou a Julliard School of Music e participou no elenco de várias companhias, como o New American Ballet e a Metropolitan Opera.

Criou mais de 40 peças de dança, entre elas uma versão de “A Sagração da Primavera”, e o emblemático “Café Muller”, que lhe trouxe enorme notoriedade, e que viria a dançar pela última vez em Portugal, em 2008, quando foi apresentado no Teatro Municipal de São Luiz.

Também em Portugal, foi condecorada com a ordem Militar de Santiago de espada, uma das mais altas condecorações nacionais.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
28-05-2010
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