Auschwitz-Birkenau

Depois de Auschwitz não é possível escrever poesia, dizia Adorno. “Depois de Auschwitz é bárbaro escrever um poema”. E, no entanto, nestes últimos 65 anos vários artistas procuraram reflectir sobre este complexo e fundamental tema: o que foi e o que é este local da impossibilidade.

Anselm Kiefer, Dein Goldenes Haar Margarethe, 1981, 130x170, óleo, acrílico, emulsão, carvão, palha s/serapilheira

Hans Magnus Enzenberger foi o primeiro a defender a antítese: “se queremos continuar a viver, tem de se refutar esta afirmação…”. Inúmeros artistas foram deportados e assassinados nos campos da morte. Os campos de extermínio “eram para além de horrendos, indecifráveis: não correspondiam a nenhuns modelos conhecidos, o inimigo estava simultaneamente dentro e fora, o “nós” perdeu as suas fronteiras…” escreveu Primo Levi. Em Auschwitz continuaram a pintar, a desenhar, a escrever, a compor.  Depois de Auschwitz também. É a vitória sobre a bárbarie.

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