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Minudências geoestratégicas

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Enquanto Sócrates comemora o seu “dia histórico”, os chineses ganharam o “Great Game” sobre as reservas energéticas no Mar Cáspio. Coisa de somenos, perante os avanços civilizacionais da modernidade. A comunicação social e a blogosfera lusas também não se preocupam com essas minudências geoestratégicas, que nem servem para uma simples breve.

O Ocidente envolveu as Repúblicas da Ásia Central na bushiana “War on Terrorism”, construiu bases militares, apoiou a entrada da Geórgia na NATO, fez acordos com o Azerbaijão e construiu novos oleodutos que deviam transportar petróleo do Mar Cáspio através da Geórgia e da Turquia até ao Mediterrâneo, porém o seu plano de “libertar” a Ásia Central dos russos falhou em toda a linha.

O que aconteceu nas últimas semanas? Decidiu-se o “Great Game” sobre as reservas energéticas da Ásia Central. A China é a grande vencedora, a Rússia ganhou em importância apesar de ter perdido o controlo sobre as ex-Repúblicas Soviéticas da região, o Irão tornou-se num importante actor geoestratégico e a UE e os EUA ficaram a ver navios. Esta nova constelação ainda vai dar muito que fazer ao “mundo ocidental”, nomeadamente, na UE, à Alemanha.

Enquanto a Ásia Central se reorganiza, o Ocidente mantém uma guerra perdida no Afeganistão, pobre em matérias-primas. Os EUA são os grandes vencidos do “Great Game”, a UE nem chega a ser figurante e ou se entende com o Irão e a Turquia ou mantém as “relações privilegiadas” com a Rússia. Só assim terá acesso aos vitais gás e petróleo.

A ler:

– Stratfor
– M K Bhadrakumar – Russia, China, Iran redraw energy map
– Vladimir Socor – Russia resumes gas imports from Turkmenistan
Putin opens oil-export route
– M K Bhadrakumar – China resets terms of engagement in Central Asia
– Bruce Pannier – Kazkhstan mulls China land deal

(via spiegelfechter)

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