Žižek distribui anti-depressivos

O filósofo e psicanalista esloveno Slavoj Žižek quer, em Auf verlorenem Posten (tradução alemã agora publicada de Defence of Lost Causes), nada mais, nada menos, do que esboçar os contornos de uma nova estratégia para a esquerda. Analisa, no contexto da queda do muro em 1989, os atentados de 11 de Setembro de 2001, as mudanças climáticas e a crise financeira de 2008, as relações de poder e as suas coordenadas ideológicas e respectivas consequências. A sua análise vai do Congo à Islândia. Nos Estados africanos da África Central, Slavoj Žižek vislumbra, atrás da fachada dos conflitos étnicos, os contornos do capitalismo global, para algumas páginas depois constatar o rápido aumento do consumo de anti-depressivos na Islândia como consequência da crise financeira e nele ver mais uma prova para as consequências do capitalismo global.

Slavoj Žižek na conferência internacional “Há uma política da verdade depois de Lénine?” que se realizou em Essen, na Alemanha, em 2001 contou uma anedota sobre Lénine. Desconte-se o seu cariz machista.

Perguntam a Marx, Engels e Lénine se preferem ter uma mulher ou uma amante. Marx, decide-se pela mulher, Engels, boémio, pela amante. Lénine responde que quer as duas. E justifica “Posso dizer à mulher, que estive com a amante e à amante com a mulher. Mas, na verdade, faria sempre a mesma coisa, Aprender! Aprender! Aprender!”

“Quando sopram os ventos da mudança, uns constroem muros, outros moinhos de vento”, escreveu alguém. Neste sentido se recomenda a leitura.

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