O SPD teve no domingo passado o seu pior resultado eleitoral de sempre. Pouco mais de 20%. Este domingo fez um Congresso Extraordinário. Steinmeier prometeu uma “campanha fulminante” e parece ter encontrado a “alma” do Partido ao definir as próximas eleições (em Setembro) como eleições decisivas para o rumo da Alemanha: “CDU/CSU e FDP não podem ter a maioria, porque a Ideologia que conduziu à crise não pode ser certamente a resposta a essa crise.” Recuperou temas dos anos 70 e 80 e com eles arrebatou o Congresso. Mas o SPD, como o Labour (e cá por casa o PS de Sócrates), tem um grave problema de credibilidade: o abandono dos seus valores fundamentais em troca da ideologia cínica neoliberal durante os anos de governo. Contudo, agora que os comentadores caseiros “avisam” o PS que qualquer tentação de virar à esquerda deverá ser evitada, será bom lembrar que o SPD, em 2005, só conseguiu evitar a vitória da direita fazendo uma campanha à esquerda(Muentefering até se serviu da imagem bíblica da praga de gafanhotos a que comparou os gestores). O problema é que entretanto passaram 4 anos e o SPD esteve no Governo com Merkel. Não deverá ser suficiente tentar convencer o eleitorado que, sem eles no Governo, teria sido muito pior.
“Campanha Eleitoral Fulminante”
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