Museu Magritte

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Museu Magritte afinal é mesmo um museu

por PAULA LOBO, com agências, BBC e Bloomberg03 Junho 2009

Abriu ontem em Bruxelas o espaço dedicado ao artista belga René Magritte, um dos maiores nomes do surrealismo. Com cerca de 200 obras expostas, o museu espera atrair mais de 600 mil visitantes por ano.

“Isto não é um jornal! E isto talvez nem seja um museu!”, gritava o jovem ardina que no sábado à tarde distribuía, no coração de Bruxelas, a primeira publicação do Museu Magritte. Brincando com o título da famosa obra com a imagem de um cachimbo que não é um cachimbo, assim se anunciava a abertura da casa que agora alberga a maior colecção de trabalhos do artista belga, um dos maiores nomes das artes plásticas do século XX.

Instaladas nos 2500 metros quadrados do antigo Hotel Altenloh, localizado entre a Grand Place e o Palácio Real, mais de 200 obras evocam, desde ontem, a vida e a produção artística de René Magritte (1898-1967), desde os primeiros flirts com o cubismo, o construtivismo russo e o comunismo à descoberta das perspectivas arquitectónicas de De Chirico e ao mergulho no surrealismo.

Sem esquecer aquilo a que chamava de “trabalhos idiotas” (leia-se realizados com fins comerciais), que não só o ajudaram a sobreviver durante a grave crise económica da década de 1930 como estimularam a sua abordagem pictórica em relação à imagem e à sua repetição.

Provenientes dos Museus Reais de Belas-Artes belgas e de várias colecções públicas e privadas, mais de uma centena de pintu- ras – entre elas, obras-primas como as duas versões de O Império das Luzes (de 1954 e 1961), O Regresso (1940) e Mona Lisa (1962) -, guaches, desenhos, esculturas e objectos pintados, posters, partituras, papel de parede, fotografias e filmes caseiros produzidos por Magritte ajudam a compreender o universo irónico e subversivo do artista.

Chapéus de coco, maçãs verdes, nuvens brancas sobre céus azuis (como as que agora decoram as janelas do museu) e objectos banais fora de contexto – as “imagens de marca” de Magritte – deverão atrair mais de 600 mil visitantes/ano, segundo estimativas divulgadas pela BBC News.

Com as paredes pintadas de um azul-escuro criado a partir dos tons que o artista usava nas suas pinturas (“para dar a impressão de que as obras estão a sair da noite”, como explicou a curadora Virginie Devillez), o museu contou com o apoio mecenático da empresa GDF Suez, que doou 6,45 milhões de euros para a remodelação do Hotel Altenloh.

A partir de 2011 haverá também um espaço para exposições temporárias dedicadas às várias facetas de Magritte e à sua afinidade artística com Miró, André Breton, Joseph Cornell ou Dalí, como se pode ler no site http://www.musee-magritte-museum.be.

Numa primeira impressão, Jim Ruane, da Bloomberg, escreveu que “há algo de fantasmagórico neste lugar. Lembra a “casa do riso” de um parque de diversões – cheia de agradáveis partidas, excitante e bem-humorada”.

Fonte: DN Artes Online

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