2010

Janeiro 1, 2010

Desenho de Maria Lino

“Alles was eine Funktion hat, ist ersetzbar. Unersetzlich ist nur was zu nichts taugt.” Theodor W. Adorno

“Tudo o que tem uma função é substituível. Insubstituível é só o que não serve para nada.”


Para 2010, o fim da paciência

Dezembro 31, 2009

“Hegel observa numa das suas obras que todos os factos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.” Assim inicia Marx o Iº Capítulo de O 18 de Brumário de Louis Bonaparte. A frase também se poderia aplicar para descrever estes arranjos pós-modernos que diariamente encontramos nos meios de comunicação: combinam-se elementos históricos com elementos actuais, mesmo que uns não se coadunem com os outros, mas de alguma maneira tudo é autorizado. Atente-se na actual crise económica: muitos descrevem-na como um género de repetição da crise 1929-1933,Sócrates não se cansa de clamar que é a “pior crise dos últimos 80 anos”. Mas exactamente em comparação com a crise de 29-33 esta parece bastante inofensiva: muita gente rica perdeu uma considerável quantidade de dinheiro na Bolsa. Em consequência os media fazem eco da sua forma de agitação social: clientes do BPP barricam-se nas instalações do Banco, juram que foram enganados por gestores e especuladores e clamam pela salvação do Estado. Contudo isto é só a continuação, à nossa pequenina escala, do tumulto iniciado há um quarto de século nos EUA: a “Shareholder Revolution”. Os accionistas tornaram-se insatisfeitos com os seus empregados, os gestores. Até aí, tinham conseguido dirigir as empresas de forma dinâmica e alcançado lucros simpáticos, mas agora os co-proprietários queriam mais e uma coisa completamente diferente: não só dividendos anuais, mas sim aumentos bruscos nas cotações das acções, para as venderem rapidamente. Para isto precisavam de um novo tipo de gestor, mais parecido com um broker do que com os antiquados “capitães da indústria”. E se uma vez por outra o negócio não corresse bem, qual era o problema? Os Bancos davam crédito, os juros eram baixos. Agora que a bolha estoirou, os mandantes criticam o seu pessoal, acusam-nos de ambição desmedida, cobiça e outras malvadezas. É a luta de classes entre a Burguesia: sedes de Bancos ocupados e clientes barricados.

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Dezembro 31, 2009


Gallo Rojo, Gallo Negro

Dezembro 29, 2009


Banksy sees red over climate change

Dezembro 28, 2009

Street artist Banksy spray-paints message in red capitals on wall beside Regent’s canal in north London

It may be scant compensation to disgruntled climate change activists, but the failure to agree a legally binding treaty in Copenhagen has apparently provided inspiration for the latest work by Banksy.

The street artist, whose works have sold for hundreds of thousands of pounds, has added his voice to the condemnation of the summit with one of his most rudimentary works yet. He spray-painted the words “I DON’T BELIEVE IN GLOBAL WARMING” in red capitals on a wall beside Regent’s canal in Camden, north London, with the words disappearing below the water.

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Marinetti, Charles Saatchi and me

Dezembro 28, 2009

In judging this year’s Turner prize, I may just have discovered the century’s first new art movement – emotional minimalism, or emo art.

It’s been a while since I said something really annoying so, as this is my last blogpost of the year, here goes. A bit of monstrous egotism to close the Michaelmas term.

My year in art was dominated (as I may have mentioned) by serving on the 2009 Turner prize jury, the most fun part of which was Waldemar Januszczak’s review of the exhibition. Of all the good reviews the Turner got, Januszczak’s was by far the most enthusiastic. He didn’t just like the show, he suggested we had identified a new movement in art, a new-ism if you will – emotional minimalism, or emo art.

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108º Aniversário de Marlene Dietrich

Dezembro 27, 2009

(27 de Dezembro de 1901/6 de Maio de 1992)


Herbert Groenemeyer-Mensch (Ser Humano)

Dezembro 27, 2009


“Notícias da Antiguidade Ideológica”,de Alexander Kluge

Dezembro 26, 2009

Editado pela Suhrkamp há um ano, Notícias da Antiguidade Ideológica, de Alexander Kluge traz O Capital para a sala de estar. O programa de TV de Kluge tem tanto a ver com o projecto de Eisenstein, como a maioria dos monumentos com as pessoas que representam. Contudo os monumentos convidam o observador a fazer associações: Kluge convida-nos, durante o passeio pelo cemitério de Highgate a procurar a singela sepultura em que se encontram realmente enterrados Marx e a sua mulher, escondida entre arbustos e com a pedra partida, para além do monumento soviético a K. Marx. O programa, cujo título Kluge quis irónico fiel ao provérbio alemão “quem é dado como morto, vive mais tempo”, continua a ser visto por toda a Europa. Pode ser que em 2010 consiga chegar a Portugal.


ADORNO ueber die verwaltete Welt (infelizmente só para quem sabe alemão…)

Dezembro 23, 2009